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Exercício de Andar de Costas: uma prática do Método Self-Healing de Meir Schneider sob a ótica da biomecânica e da neurociência.

Wilson Cezar Garves

São Paulo

2006

Este trabalho apresenta o exercício de andar de costas (EAC) na ótica do método Self-Healing de Meir Schneider, da neurociência e da biomecânica. O autor foi motivado a escrever sobre este tema após constatar excelentes resultados com este exercício em sua experiência clínica. Alguns dos benefícios do EAC localizados foram: possibilidade de corrigir o que está ruim na marcha para frente; economia de energia ao deambular após as correções da marcha distorcida; equilíbrio entre as musculaturas agonistas e antagonistas dos membros inferiores; ampliação da consciência cinestésica; relaxamento da musculatura posterior das costas e redução da espasticidade. Neste estudo a neurociência contribuiu para compreender como as áreas superiores do cérebro, dos núcleos da base, cerebelo e também dos reflexos, localizados na medula espinhal, exercem influencia sobre o EAC, favorecendo o andar para frente, após darmos alguns passos para trás. A biomecânica permitiu fazer o estudo comparativo entre andar para frente e andar para trás. Os músculos utilizados para a marcha reversiva são praticamente os mesmos utilizados quando nos movemos para frente (com exceção de algumas substituições), entretanto a mudança de comprimento do músculo quase sempre é alterada, de excêntrica para concêntrica, ou vice-versa. Ou seja, os músculos são os mesmos, mas a ação deles é que se modifica, ora fortalece uma ora outra. O EAC muda o padrão cerebral do deambular. Com a mudança, o cérebro passa a usar o que foi mudança provocada na elaboração de uma nova forma de se locomover. Ou seja, o cérebro lança mão de um novo padrão de deambulação, para a elaboração de uma nova forma de se locomover.

Monografia Wilson – Reduzida (Versão completa do texto em PDF)